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Top 50 Vilas Mais Bonitas do Sul da Itália

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Imagine-se caminhando por ruas de paralelepípedos ladeadas por casas brancas que brilham sob o sol do Mediterrâneo. O ar é preenchido pelo aroma de limão-siciliano, azeite de oliva fresco e o som distante do mar batendo nas rochas. Você acaba de virar uma esquina e se depara com uma praça onde senhores locais jogam cartas enquanto crianças correm ao redor de uma fonte centenária. Esta não é a Itália dos cartões-postais lotados de Roma, Florença ou Veneza. Esta é a Itália autêntica, a que pulsa no sul da bota — uma região repleta de vilas medievais, tesouros escondidos e paisagens que parecem pinturas renascentistas ganhando vida.

O sul da Itália, ou Mezzogiorno, é um mosaico de culturas que foram moldadas por gregos, romanos, bizantinos, normandos e espanhóis ao longo de milênios. De vilarejos de pescadores aninhados em falésias dramáticas a cidades brancas no topo de colinas que parecem flutuar no céu, passando por lugarejos onde o tempo parou no século XII, esta região oferece algumas das experiências de viagem mais autênticas e comoventes do mundo. Este guia leva você através de 50 dessas joias, divididas por região, para que possa planejar a viagem dos seus sonhos pelo coração mais genuíno da Itália.

1. Puglia: O Salto da Bota entre Trulli e Mar Adriático

A Puglia, a região que forma o "salto" da bota italiana, é um universo de contrastes encantadores. Aqui, o branco ofuscante da cal caiada das cidades contrasta com o azul profundo do mar e o verde prateado dos milhões de oliveiras centenárias que pontuam a paisagem. É uma terra de masserias (fazendas fortificadas), trulli (casas cônicas) e uma costa recortada por falésias e enseadas de areia fina.

Alberobello: A Capital dos Trulli Mágicos

Alberobello é, sem dúvida, a imagem mais icônica da Puglia. Reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO, a cidade é famosa por seus trulli — casas únicas com tetos cônicos de pedra calcária seca, muitas vezes adornados com símbolos místicos pintados em cal. O bairro Rione Monti abriga mais de mil trulli apertados em vielas íngremes, hoje ocupados por lojas de artesanato, cafés e pequenos museus. Para uma experiência mais autêntica e menos lotada, visite o bairro Aia Piccola, onde famílias ainda vivem nesses espaços singulares. Dica: suba até o Trullo Sovrano, o único trullo de dois andares da cidade, para uma vista panorâmica de tirar o fôlego .

Ostuni: A Deslumbrante Cidade Branca

Empoleirada em uma colina a poucos quilômetros do mar Adriático, Ostuni é conhecida como "La Città Bianca" (A Cidade Branca). Suas casas e muralhas são caiadas de branco, criando um espetáculo visual ofuscante sob o sol do meio-dia e um brilho etéreo ao pôr do sol. O centro histórico é um labirinto de becos e escadarias que sobem em direção à imponente Catedral de Ostuni (Cattedrale di Santa Maria Assunta), uma obra-prima gótica com uma magnífica rosácea. Passear por suas ruas é uma delícia a cada esquina, e os terraços da cidade oferecem vistas deslumbrantes das oliveiras até o mar. .

Locorotondo: Um Círculo Perfeito sobre o Vale

Locorotondo, cujo nome significa "lugar redondo", é outro exemplo primoroso do estilo arquitetônico branco típico do Vale de Itria. O que diferencia Locorotondo de suas vizinhas é a disposição circular de seu centro histórico e as "cumerse", telhados de duas águas pontiagudos, diferentes dos trulli. As casas têm varandas floridas que parecem flutuar sobre os vales verdejantes de vinhedos. O mirante Piazza Vittorio Veneto oferece uma das vistas mais fotografadas da região. É uma vila pacata e romântica, perfeita para se perder sem pressa .

Biccari: Um Refúgio nas Montanhas Daunas

Longe do litoral, aninhada nas montanhas Daunas, Biccari é uma surpresa encantadora para quem busca o Puglia rural e verde. A vila, agraciada com a Bandeira Laranja do Touring Club Italiano, é um reduto de ar puro, florestas e lagos. Seu centro histórico preserva um antigo castelo bizantino (agora centro cultural) e a catedral com sua característica cúpula listrada. É a base perfeita para caminhadas até o Lago di Pescara e para explorar a "Strada dell'Olio", celebrando o azeite de oliva DOP Dauno. Não deixe de provar o queijo de cabra local e, se estiver na estação certa, participar de uma caça aos trufas .

Roseto Valfortore: O Vilarejo com Raízes na América

Esta pequena vila medieval, também listada entre os "Borghi più belli d'Italia", guarda uma história fascinante. Construída em pedra clara, suas ruas lembram mais um vilarejo francês do que a típica paisagem italiana. Mas sua fama vem de um fenômeno curioso: no início do século XX, muitos moradores emigraram para a Pensilvânia (EUA) e fundaram a cidade de Roseto, que se tornou famosa pelo "Efeito Roseto", um estudo sobre longevidade e comunidade imortalizado no livro "Outliers" de Malcolm Gladwell. Explore a Casa di Concetta, uma casa preservada dos anos 1950, e nade na piscina ao ar livre de um antigo moinho de água restaurado .

Faeto: O Pedaço da França na Puglia

Faeto é um caso único de excepcionalismo linguístico. Devido a uma guarnição de soldados franco-provençais estabelecida aqui no século XIII, os habitantes ainda falam uma língua antiga chamada Faetar-Cigliàje, falada em apenas três lugares do mundo: aqui, na vizinha Celle di San Vito e... em Toronto. Além da curiosidade histórica, Faeto é famosa por seu porco preto (maiale nero), criado solto nas florestas. Nos fins de semana, os puglieses vêm de longe para provar os produtos deste animal lendário em sagras anuais. É um destino obrigatório para amantes da gastronomia e da história .

Martina Franca: Elegância Barroca

Situada em um planalto elevado, Martina Franca é a capital do Vale de Itria e um deleite para os amantes de arquitetura. Seu centro histórico é um requintado emaranhado de palácios e igrejas em estilo barroco, muitas vezes chamado de "Barroco Branco" devido à pedra local. A Basílica de San Martino e o Palazzo Ducale são os pontos altos. É uma cidade mais movimentada e cosmopolita que as vilas vizinhas, mas com um charme aristocrático inegável e excelentes restaurantes.

Cisternino: A Vila dos Peixinhos no Espeto

Cisternino é famosa por sua gastronomia única: aqui, você escolhe sua carne (cordeiro, cabrito, salsicha) em um açougue local, e eles a grelham na hora em espetos ("roti") sobre brasas. A experiência de comer "la bombetta" (bolinho de carne recheado) em uma das praças de Cisternino é imperdível. A vila em si é um labirinto branco e imaculado com arcos e vielas que convidam à exploração.

2. Basilicata: Pedra, História e Paisagens Lunares

A Basilicata, muitas vezes chamada de "região esquecida" da Itália, é, para muitos viajantes, a mais autêntica e surpreendente. É uma terra de contrastes dramáticos: montanhas escarpadas, desfiladeiros profundos (gargans), cidades esculpidas na rocha e a famosa costa tirrena com a "Pérola do Tirreno", Maratea.

Matera: A Cidade Subterrânea Milenar

Matera não é apenas uma vila; é uma experiência transcendental. Capital Europeia da Cultura em 2019, a cidade é mundialmente famosa pelos Sassi di Matera, dois bairros de casas-grutas escavadas na rocha calcária, habitadas continuamente por mais de 9.000 anos, o que a torna uma das cidades habitadas mais antigas do mundo. Até os anos 1950, famílias inteiras viviam nessas cavernas em condições primitivas. Hoje, os Sassi foram revitalizados com hotéis-caverna, restaurantes rústicos e museus fascinantes. A vista do Catedral de Matera, no ponto mais alto, sobre o vale dos Sassi ao entardecer é algo que fica gravado na alma .

Craco: O Espetacular Vilarejo Fantasma

Craco é um dos cenários mais dramáticos e fotografados do sul da Itália. Este antigo vilarejo medieval, construído no topo de um pico de argila, foi abandonado na década de 1960 devido a deslizamentos de terra e terremotos. Hoje, Craco permanece como uma "cidade fantasma" congelada no tempo, com suas ruínas de igrejas, palácios e torres. Tornou-se um cenário de cinema mundial, servindo de locação para filmes como "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, e sua sequência "Ressurreição" (2026). O acesso é controlado por visitas guiadas, mas a visão do casario fantasma pairando sobre os calanchi (sulcos de erosão) é inesquecível .

Castelmezzano: Aventura nas Dolomitas Lucanas

Aninhada no coração das Dolomitas Lucanas, Castelmezzano é uma vila que parece desafiar a gravidade, com suas casas de pedra agarradas às encostas íngremes da montanha. É um dos "Borghi più belli d'Italia" e um paraíso para os amantes da natureza e da aventura. A atração principal é o Volo dell'Angelo (Voo do Anjo), uma tirolesa que conecta Castelmezzano à vizinha Pietrapertosa, levando você a deslizar por 1,5 km a 120 km/h sobre o deslumbrante desfiladeiro. À noite, a vila iluminada parece um presépio mágico .

Pietrapertosa: O Ninho da Águia

Pietrapertosa, a 1.088 metros de altitude, é a vila mais alta da Basilicata. Assim como Castelmezzano, está aninhada nos picos das Dolomitas Lucanas e é o outro ponto de partida (ou chegada) do Volo dell'Angelo. Seu nome deriva da rocha sobre a qual foi construída, e seu ponto mais emblemático é o Castelo Normando, do qual restam apenas ruínas, mas que oferece uma vista panorâmica de 360 graus. O bairro Arabata, um labirinto de becos e escadarias escavadas na rocha que data do século VIII, preserva a atmosfera medieval mais autêntica da vila .

Aliano: O Vilarejo de Carlo Levi

Aliano ganhou imortalidade literária através do livro "Cristo se Parou em Eboli", de Carlo Levi. O escritor, exilado aqui pelo regime fascista, descreveu este "sperdido borgo arroccato su uno sperone argilloso" (perdido vilarejo empoleirado em um esporão de argila). A paisagem ao redor é lunar, dominada pelos calanchi. A vila abriga o Parco Letterario Carlo Levi, que inclui sua casa e seu túmulo no cemitério local. As ruas são estreitas e silenciosas, e a sensação é de ter voltado no tempo para a Itália rural do início do século XX .

Miglionico: Tesouro Escondido com Arte Renascentista

Miglionico é famoso por dois tesouros: seu imponente Castello del Malconsiglio, onde tramaram a famosa "Congiura dei Baroni" contra o Rei Ferrante I de Aragão em 1485, e a Igreja de Santa Maria Maggiore, que guarda um tesouro inestimável: o Polittico di Cima da Conegliano, um retábulo de 18 painéis do século XV, considerado uma das obras-primas do Renascimento italiano. Encontrar uma obra de tal magnitude em um vilarejo tão pequeno e pouco conhecido é uma experiência emocionante .

Irsina: Antiga "Montepeloso"

Conhecida como Irsina desde 1895, esta vila era chamada de Montepeloso ("monte peludo") até o final do século XIX. Seu nome antigo vem da fertilidade do solo, e até hoje seus azeites e vinhos são excepcionais. A cidade domina a paisagem do alto de uma colina, e sua catedral, Santa Maria Assunta, abriga uma estátua de Santa Eufêmia atribuída a Andrea Mantegna. Irsina é menos visitada que outras vilas, o que garante uma atmosfera pacata e autêntica .

3. Calabria: Mar, Mitologia e Vilarejos na Ponta da Bota

A Calabria, a região na "ponta" da bota, é banhada pelos mares Tirreno e Jônico e cortada por várias cadeias de montanhas. É uma terra de mitos (aqui ficava a gruta da ninfa Scilla), de praias selvagens e de vilarejos que combinam o charme da costa com a robustez do interior montanhoso.

Scilla (Chianalea): A Vila dos Pesos sobre a Água

Scilla é uma das vilas mais românticas e dramáticas da Itália, imortalizada no canto XII da Odisseia de Homero como o lar do monstro marinho Cila. A parte antiga, conhecida como Chianalea, é um bairro de pescadores com casas construídas diretamente sobre as rochas, banhadas pelas ondas do Estreito de Messina. As ruas são um labirinto de becos que levam diretamente ao mar, onde barcos de pesca coloridos balançam. Dominando tudo está o Castello Ruffo, uma fortaleza medieval em um penhasco com vista para o mar. É o lugar ideal para comer peixe-espada fresquíssimo em restaurantes que antes eram antigos armazéns de pesca .

Tropea: A Pérola do Tirreno

Tropea é, sem dúvida, a vila costeira mais famosa e badalada da Calabria. Empoleirada em um penhasco de pedra-pomes branca com vista para o mar Tirreno, Tropea possui praias de areia branca e fina que estão entre as mais belas da Itália. No mar, logo abaixo do centro histórico, fica o Santuario di Santa Maria dell'Isola, um mosteiro construído sobre uma ilhota rochosa ligada à costa por uma escadaria. As ruas do centro são animadas, cheias de lojas de cebola vermelha de Tropea (DOC) e sorveterias.

Gerace: Uma Catedral no Topo do Mundo

Longe do litoral, a vila de Gerace é um dos tesouros medievais mais bem preservados da Itália. Construída em uma colina a 500 metros de altitude, a vila é dominada por sua Catedral Normanda (Cattedrale di Santa Maria Assunta), a maior da região, com um interior imponente e uma cripta fascinante. Gerace tem 27 igrejas e um labirinto de ruas de pedra com palácios nobres, muitos deles abandonados, o que confere uma atmosfera nostálgica e misteriosa.

Pentedattilo: O Vilarejo em Forma de Mão

Pentedattilo é uma vila fantasma espetacular e única. Construída nas encostas de um maciço rochoso que, visto de longe, se assemelha a uma mão gigante de cinco dedos (daí seu nome). Após terremotos e pragas, a vila foi abandonada no século XX. Hoje, graças ao trabalho de voluntários, Pentedattilo ressurgiu como um centro cultural vibrante, famoso por seu festival de cinema. As casas de pedra em ruínas se agarram à montanha, criando uma das imagens mais surreais da Itália.

4. Campania: Costa Amalfitana e Vilas Autênticas no Interior

A Campania é lar de Nápoles, Pompeia e da deslumbrante Costa Amalfitana, Patrimônio da UNESCO. Além das joias famosas, a região abriga vilarejos no interior dos Montes Lattari e na costa menos explorada que oferecem uma experiência mais autêntica e sossegada.

Ravello: O Jardim Suspenso sobre o Mar

Ravello não é uma vila escondida, mas sua beleza é tão transcendental que merece destaque. Empoleirada acima de Amalfi, Ravello é conhecida como a "cidade da música", tendo inspirado Richard Wagner. É famosa por suas vilas com jardins suspensos sobre o mar: Villa Rufolo, com seus terraços que parecem flutuar, e Villa Cimbrone, cujo "Terrazzo dell'Infinito" oferece uma das vistas mais famosas e impressionantes do mundo. A atmosfera é elegante e serena.

Cetara: O Reino da Colatura de Anchovas

Cetara é a antítese de Positano. É uma vila de pescadores autêntica, pacata e ainda profundamente ligada ao mar. Menos turística e mais "real", Cetara é mundialmente famosa por seu produto gastronômico único: a colatura di alici (colatura de anchovas), um molho obtido pela fermentação de anchovas em barris de madeira, herdeiro direto do garum romano. Passear pela marina, ver os pescadores consertando as redes e jantar em uma trattoria à beira-mar é uma experiência da Itália mais genuína .

Tramonti: As 13 Vilas do Verde da Costa

Quando todos estão na costa, vá para o interior. Tramonti é chamado de "polmone verde" (pulmão verde) da Costa Amalfitana, localizado nos Montes Lattari. É um município disperso composto por 13 pequenos borghi: Campinola, Capitignano, Pucara, entre outros. Tramonti é famosa por seu vinho tinto ("Tintore di Tramonti") e por ter preservado a tradição rural. Uma forma fascinante de explorar é seguindo o "Sentiero delle 13 Chiese" , uma trilha que conecta antigas igrejas medievais escondidas na vegetação .

5. Sicília: O Encontro de Três Mares

A Sicília é um continente dentro de uma ilha. A maior ilha do Mediterrâneo foi dominada por gregos, fenícios, romanos, árabes, normandos e espanhóis, cada um deixando uma marca profunda na arquitetura, na língua e na culinária. As vilas sicilianas são um mosaico fascinante dessas influências.

Sutera: O Balcão da Sicília

Sutera, um dos "Borghi più belli d'Italia", é um espetáculo geológico e arquitetônico. A vila é literalmente empoleirada no topo de uma enorme rocha, como um ninho de águia, dominando o vale do rio Salso. Seu nome deriva do árabe "Sutera" (pequeno penhasco), e o cenário é realmente dramático. O mirante da vila oferece um panorama que se estende do vulcão Etna até o mar de Agrigento, valendo-lhe o apelido de "Balcone della Sicilia" (Varanda da Sicília). Passear pelo bairro medieval do Rabato, com suas vielas estreitas e igrejas antigas, é como voltar à dominação árabe do século IX .

Mussomeli: O Ninho da Águia e suas Casas a 1 Euro

Mussomeli ganhou fama internacional por seu programa de "casas a 1 euro", atraindo novos moradores do mundo todo. Mas além do programa de revitalização urbana, a vila é dominada pelo imponente Castello Manfredonico, conhecido como "Castello dell'Aquila" (Castelo da Águia) ou "Nido d'Aquila" (Ninho da Águia), uma fortaleza gótico-normanda do século XIV empoleirada em um esporão rochoso de 778 metros. O castelo é um dos mais bem preservados da Sicília e oferece vistas de tirar o fôlego. A cidade baixa também preserva palácios nobres e igrejas barrocas .

Cefalù: A Vila Normanda à Beira-mar

Embora seja uma cidade pequena e bastante turística, Cefalù é inegavelmente uma das vilas costeiras mais bonitas da Sicília. Dominada por sua imponente Catedral Normanda (Duomo di Cefalù), Patrimônio da UNESCO, com seus dois torreões que lembram um castelo, a cidade se aninha entre o mar Tirreno e a imponente Rocca di Cefalù, uma montanha íngreme com ruínas de um antigo templo de Diana no topo. A vista do alto da Rocca ou a simples caminhada pela praia de areia fina ao pé da catedral são experiências inesquecíveis.

Taormina: O Teatro Grego sobre o Mar

Assim como Ravello, Taormina não é exatamente uma vila escondida, mas é o arquétipo da vila siciliana de cartão-postal. Empoleirada em uma montanha com vista para o mar Jônico e o vulcão Etna, Taormina é famosa por seu Teatro Greco (Teatro Antigo de Taormina), um dos mais bem preservados e com a paisagem de fundo mais espetacular do mundo (o Etna em erupção ao fundo). As ruas são elegantes, com lojas de luxo, mas as vielas laterais guardam cantos românticos e silenciosos.

6. Sardegna: Vilarejos Costeiros e Montanhistas entre Mares Cristalinos

A Sardenha, a segunda maior ilha do Mediterrâneo, é um mundo à parte. Conhecida pelas suas praias de areia branca e águas cor-de-esmeralda (Costa Smeralda), a ilha também guarda um interior montanhoso e selvagem, com vilarejos antigos que preservam tradições e uma língua própria, o sardo.

Castelsardo: A Fortaleza sobre o Golfo

Castelsardo é uma das vilas mais fotografadas da Sardenha. Localizada na costa norte, na província de Sassari, é um dos "Borghi più belli d'Italia". A vila se desenvolveu ao redor de um castelo do século XII (Castello dei Doria), empoleirado em um promontório rochoso com vista para o Golfo de Asinara. O centro histórico é um labirinto de escadarias íngremes, vielas estreitas e casas de pedra, com lojas de artesanato local, especialmente a cestaria de palha e o famoso "Candelieri". A vista do mar do alto do castelo é deslumbrante .

Bosa: Cores Pastel às Margens do Rio Temo

Bosa é uma das vilas mais charmosas e únicas da Sardenha. Diferente de outras vilas costeiras, Bosa está situada às margens do Rio Temo, o único rio navegável da ilha. Seu bairro mais famoso, Sa Costa, é uma colina íngreme coberta por um emaranhado de casas coloridas em tons pastel (amarelo, rosa, laranja), coroada pelo imponente Castello dei Malaspina (ou Castello di Serravalle). A combinação do castelo medieval, das casas vibrantes, do rio com barcos de pesca e da praia de areia fina a poucos minutos cria uma paisagem de rara beleza .

Stintino: A Praia da Pelosa e o Branco das Casas

No extremo noroeste da Sardenha, Stintino é uma vila de pescadores que se tornou um dos destinos balneares mais cobiçados da Itália. A razão é a Praia da Pelosa (La Pelosa), com sua areia branquíssima e mar raso e cristalino com tons de azul-turquesa, emoldurada por uma antiga torre espanhola (Torre della Pelosa). A vila em si é um conjunto de casas baixas e brancas que mantém uma atmosfera tranquila fora da alta temporada. Originalmente, Stintino foi fundada por famílias que se mudaram da ilha de Asinara .

Carloforte: Um Pedaço da Ligúria na Ilha de San Pietro

Carloforte é uma anomalia fascinante. Situada na Ilha de San Pietro, ao largo da costa sudoeste da Sardenha, a vila foi fundada no século XVIII por colonos da cidade de Pegli, na Ligúria (perto de Gênova). Por isso, o dialeto local é o genovês (Tabarchino), e a culinária tem fortes influências lígures, com destaque para o cuscus de peixe (um legado da Tunísia, que também está próximo). A ilha é um paraíso para os amantes do mar, com falésias de pedra vermelha e águas cristalinas, e a vila é um charmoso centro de casas coloridas e ruas em xadrez .

Sant'Antioco: História Antiga em uma Ilha Conectada

Sant'Antioco é o nome da ilha e de sua principal cidade, conectada à Sardenha por um istmo artificial. É uma das áreas habitadas continuamente mais antigas da Itália, com uma história fenícia, púnica e romana impressionante. É possível visitar catacumbas púnicas (ossários escavados na rocha) e uma basílica românica construída sobre uma tumba do mártir Sant'Antioco. A cidade tem uma atmosfera pacata e autêntica, com um centro histórico interessante e uma costa recortada por enseadas e praias .

Posada: Castelo Medieval à Beira-mar

Posada é uma vila medieval que une montanha, rio e mar. Seu centro histórico é dominado pelo Castello della Fava, uma imponente fortaleza do século XIII empoleirada no topo de uma colina com vista para o mar Tirreno. A vila possui um centro bem preservado com ruas de paralelepípedos e casas de pedra, e a costa próxima tem uma das praias mais longas e incontaminadas da região. Recentemente, a cidade tem se modernizado com fibra ótica de alta velocidade, atraindo trabalhadores remotos .


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O sul da Itália espera por você, com suas vilas que parecem ter saído de um conto de fadas, suas tradições vivas e sua culinária de dar água na boca. Compartilhe este guia com seus amigos aventureiros e comece a planejar sua rota por estas 50 maravilhas. Não se esqueça de se inscrever na nossa newsletter para receber mais dicas de viagens personalizadas e roteiros exclusivos. Buon viaggio!

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é a melhor época do ano para visitar as vilas do sul da Itália?

A melhor época é durante a primavera (abril a junho) e o outono (setembro a outubro) . O clima é ameno e ensolarado, perfeito para caminhar pelas ruas de pedra e explorar a costa. O verão (julho e agosto) é muito quente, lotado e caro, especialmente nas vilas costeiras. Muitos italianos tiram férias em agosto, e o trânsito pode ser caótico. No inverno, muitas vilas de montanha ficam com uma atmosfera fantasmagórica e alguns restaurantes fecham, mas é a época ideal para visitar as cidades maiores .

Preciso alugar um carro para explorar essas vilas?

Sim, alugar um carro é altamente recomendado para explorar o interior e vilas menos acessíveis. O transporte público conecta as cidades principais, mas para chegar a vilarejos como Biccari, Faeto, Castelmezzano ou Craco, um carro é essencial. O sul da Itália tem estradas cênicas espetaculares, mas esteja preparado para estradas estreitas e sinuosas na Costa Amalfitana e nas Dolomitas Lucanas. Aproveite para explorar as masserias e vinícolas escondidas no campo .

Quais são os pratos típicos que não posso deixar de provar?

A gastronomia é um capítulo à parte. Na Puglia, prove as orecchiette com nabo, o pão de Altamura e o vinho Primitivo. Na Basilicata, o pão de Matera e o peperone crusco. Na Calabria, o famoso nduja (salame mole picante) e o peixe-espada. Na Sardenha, o porceddu (leitão assado), os queijos pecorino e o pane carasau. E na Sicília, os arancini, a caponata, o cannolo e a granita com brioche. E claro, o azeite de oliva é excelente em todas as regiões.

Como funciona o programa "Casas a 1 Euro" e é seguro comprar?

Várias vilas, como Mussomeli na Sicília, oferecem o programa para combater o despovoamento. Você compra uma casa abandonada por 1 euro, mas se compromete a reformá-la em um prazo determinado (geralmente 3 anos) e pagar as taxas notariais. O custo real está na reforma (que pode variar de €20.000 a €50.000). É seguro, mas é essencial contratar um advogado local, visitar a propriedade e verificar os prazos e as exigências do município .

É fácil se comunicar em inglês nessas vilas menores?

Nas vilas turísticas maiores (Alberobello, Ostuni, Taormina), o inglês é bem difundido. No entanto, nas vilas mais remotas do interior (como Biccari, Aliano, Roseto Valfortore), o inglês pode ser pouco falado, especialmente pelas pessoas mais velhas. É uma boa ideia aprender algumas frases básicas em italiano (ou até mesmo no dialeto local) para se comunicar. Os moradores são extremamente acolhedores e apreciam o esforço, mesmo que seja apenas um "buongiorno" ou "grazie".

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